quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Dando um tempo...


Estou pensando em migrar para um site de escritores amadores. 
Vou manter os comentários dos outros posts deste blog. Talvez eu volte, talvez não.

PS: Com o desaparecimento de Margot e a melhora das relações entre Dario, a rainha Melina e seu filho, o príncipe Milo, os três reinos dos fandans alcançaram a paz e a prosperidade que sempre almejaram.

(❁´◡`❁)

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

A sombra branca. P-261

Milka e Bah conversaram por mais de meia hora. Como Milka passava mais tempo na Ilha Negra para acompanhar Frei, elas aproveitaram o momento para comentar as últimas novidades. Perto de uma hora da tarde, encontraram-se com Milo, Frei e toda a comitiva que tinha vindo de Esmirna para almoçar no restaurante da ilha. O restaurante tinha uma decoração náutica maravilhosa, baseada na paleta de cores clássica de azul-marinho, branco e detalhes em vermelho e tons de areia. O ambiente evocava o frescor, a elegância e a tranquilidade do mar. E, a julgar pelo cheiro maravilhoso que tomava conta do ambiente, a comida era realmente boa.

— Puxa, estou com muita fome! — disse Bah para Milo ao seu lado. — Como foi? O que achou do comércio na Ilha?

— Bem melhor do que era antes! Acho que vamos começar a negociar com o pai, afinal é ele que manda por aqui.

— Ele vai ficar radiante. Sempre quis isso! Por que ele não está aqui?

— Não o avisei que vinha. Queria ver a ilha em um dia normal, sem nenhuma preparação para receber um visitante importante. Já estive aqui antes, mas desta vez vim como príncipe.

Frei, junto ao novo superintendente que Dario colocou para gerir os negócios, estava muito animado e falava sem parar. Mas a comida estava tão deliciosa que eles se calaram para saborear melhor os pratos. Por volta das 3 da tarde, todos embarcaram em um barco local para dar um giro em torno da ilha. Havia uma grande curiosidade com a parte posterior do lugar, cheia de pássaros, com uma vegetação luxuriante e até selvagem em alguns pontos. Antes mesmo de chegar, já era possível ouvir o som de inúmeros pássaros aconchegados nos galhos das árvores, enquanto outros voavam, nadavam ou apenas descansavam na pequena praia. Quando estavam chegando, Bah prendeu a respiração. A vegetação, as pedras negras e os pássaros formavam um conjunto admirável. Mas ali, no meio de toda aquela beleza natural, era possível ver uma sombra branca por entre as árvores que se destacava mais em contraste com as pedras negras. A sombra estava estática; tinha uma forma feminina, mas, assim que Bah a notou, ela se moveu rápido e desapareceu entre as pedras.

(●__●)

PS: Bah, descobriu posteriormente que a sombra branca nada mais era que um espírito de árvore, uma alma da natureza que habita e protege uma floresta.🍀

domingo, 6 de setembro de 2026

O passeio na Ilha Negra. P-260


Dias e semanas se passaram, mas as buscas continuavam. Um barco foi deslocado até a antiga casa de Margot, mas nada havia lá. Darío estava neste barco; ele queria checar pessoalmente o lugar. A casa parecia abandonada; o silêncio imperava por ali. Uma mulher humana que vivia numa outra casa, a quase um quilômetro dali, e que sempre passava por perto, confirmou tudo. Ninguém entrava ali há pelo menos dois meses. Era como se a casa fosse assombrada e de mau agouro. 

Na tarde de um domingo, Milo saiu de Esmirna em um passeio até a Ilha Negra. O objetivo era visitar Frei, que trabalhava na ilha. Com ele, além dos marinheiros do barco e alguns funcionários do reino, estavam Bah e Milka. Milo queria ver pessoalmente como estava a situação da ilha. Frei lhe contava tudo o que se passava por ali. A ilha também tinha sido inspecionada pelos homens de Darío. Cada canto tinha sido vasculhado, inclusive nas várias cavernas que a ilha possuía.

Bah, nunca tinha pisado na Ilha Negra, apesar de Milka convidá-la sempre para ir lá. Quando estavam chegando e o grande farol despontou no horizonte, ela admirou a beleza da paisagem, a água muito azul e as pedras negras. Havia muitas aves na ilha, principalmente no lado posterior ao porto. O comércio continuava muito movimentado e um grande restaurante estava em pleno funcionamento, oferecendo vários pratos com frutos do mar. O castelo ainda estava em reforma, mas Darío já tinha conseguido dar um aspecto bem melhor ao velho lugar. Enquanto Milo foi fazer sua verificação comercial, ela ficou passeando com Milka, que lhe mostrava tudo. O passeio terminou na casa de Frei, situada numa pequena vila que se tinha formado recentemente e crescia rapidamente. A casa era pequena, mas bastante confortável. Como o dia estava quente, elas se sentaram numa mesinha com cadeiras de ferro para tomar limonada gelada que Milka tinha feito antes:

— O que está achando?

— É bonito aqui. Bem mais agradável do que pensei.

— Antes não era assim. Melhorou bastante. O nome "Ilha Negra" dava a impressão de ser um lugar ruim, mas agora dizem que é porque as inúmeras pedras daqui são negras. Parece que aconteceu aqui o que aconteceu antes na Cidade Murada. A maioria dos homens e mulheres mal-encarados e de má índole sumiu daqui.

— E esta mudança partiu de Darío, não?

— Sim. A mudança começou com ele. Parece que também com a Rainha Melina, mas principalmente com ele.

— Eu penso que Milo tem muito a ver com isso. Ele exerceu uma boa influência sobre os pais. Principalmente sobre Darío. 

— Darío ama o filho; esta é a explicação de tudo. Eles dois ganharam muito, pois o amor nos torna mais fortes. Margot perdeu.