domingo, 26 de julho de 2026

A Fuga P-258

O proprietário do bar na Rua Dois da Cidade Murada estava visivelmente espantado ao ver o Rei em pessoa, além de guardas e príncipes, invadirem seu estabelecimento, todos com armas nas mãos.  Isso, poucos minutos depois, em que a senhora Margot tinha saído dali muito apressada, com seus seguidores logo atrás. O que estava acontecendo? Logo, ele ficou sabendo de tudo e seu espanto aumentou ainda mais. Os guardas desceram ao porão apenas para constatar a verdade.

— Para que lado ela foi? — Dario levantou a espada enquanto falava. Não precisava daquilo, porque a resposta veio mais que depressa:

— Foram para o lado do porto. Senhor, eu não tenho nada a ver com isso!

— Veremos!

Eles saíram dali rumo ao porto; estavam bem perto de lá. Uma comunicação rápida foi feita por um dos guardas aos funcionários do porto para que interceptassem qualquer barco que tentasse sair da Cidade Murada. Mas, ao chegarem lá, era possível ver uma embarcação avançando rápido mar adentro, já além das ondas. Os marinheiros tinham recebido a ordem e pegado seus arcos e flechas, pois espadas nada mais podiam fazer. Todos subiram na muralha alta do porto e miraram as pessoas do barco. Era possível ouvir vozes alteradas vindas do barco, inclusive uma voz de mulher: Margot!

— Atirem! Atirem! — Dario gritava e foi o primeiro a lançar sua flecha.

Uma chuva de flechas caiu certeira sobre o barco que fugia apressado. Os ocupantes do barco gritaram; estavam sendo atingidos, mas Margot levantou os braços e pronunciou duas palavras mágicas: o barco e seus ocupantes sumiram como se nunca tivessem estado ali.

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domingo, 12 de julho de 2026

A Luta! P-257


Milo guardou rapidamente o comunicador no bolso, no mesmo momento em que, com a outra mão, pegava a espada. Dario correu para pegar a sua, que estava encostada na parede, enquanto fazia sinal para todos manterem o silêncio. Athina, por sua vez, cobriu a porta de defesas mágicas, mais ainda do que já tinha colocado antes. Os passos pararam em frente à porta; era possível ver, pela fresta embaixo dela, que os encapuzados estavam ali, mas tinham hesitado em entrar.

De repente, apareceu uma luz forte e um estrondo alto se fez ouvir. Um deles estava tentando derrubar a porta com magia! Ao mesmo tempo, o outro encapuzado chutava a porta com força. Mas a magia de Athina resistiu aos ataques; a porta continuou intacta. Logo depois, gritos foram ouvidos lá fora. Milo reconheceu a voz de Thales, que tinha chegado com os guardas. Começou uma luta feroz no corredor. Dario fez sinal para Athina abrir a porta, mas ela hesitou. Milo reforçou o pedido e, assim que a porta abriu, eles viram uma cena de guerra. Um dos invasores estava morto bem em frente à porta, cercado de guardas; o outro estava mais adiante, igualmente morto; Thales e outro guarda tinham dado cabo dele.

Dario olhava para aquela cena sem acreditar no que estava vendo. Como seu palácio tinha sido invadido daquele jeito? É claro! Margot tinha tido acesso às chaves e segredos das entradas! Ele estivera cego todo este tempo!

— Os outros estão lá embaixo no pátio — disse Thales.

Dario agradeceu a ele e ao filho pela grande ajuda, depois de dizer "bom trabalho" aos guardas. Eles retiraram os capuzes daqueles homens mortos, mas, para eles, eram todos ilustres desconhecidos.

— São todos mercenários — disse Milo.

Da porta veio um grito; era da rainha Melina, que tinha acordado bem no meio do tumulto. Ela estava olhando para a cena no corredor, visivelmente espantada. Athina estava do lado dela e Mara logo atrás. Dario olhou para todos e disse com determinação:

— Está na hora de pegar Margot!

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